Diário de Guerra de Alipio Casimiro, item 14
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No dia 18 de Outubro de 1917. Pertenceu-me a
a fazer um reforço a cavallariça. Como de facto o fiz.
Tinhamos, nós na cavallariça uma barraca de lóna
que tem o nome de barraca de campanha. Na noute
de 18 para 19 foi uma noute medonha com uma grande
tempestade, era uma hora da manhã quando a barráca
começou a querêr largár com a força do vento que fazia.
Um outro camaráda que estava deitado ao pé de
mim; chamou-me: O Alípio vamos compôr a
barráca que se não, daqui a nada estamos todos
molhados. E elle levantou-se e segurou-a com alguns
arames e tornou-se a deitar; Quando por a volta das
quatro horas, tivemos que fugir da dita barráca porque
o vento sempre conseguiu deitá-la a baixo, e chovendo
torrencialmente, Sahiu então o cabo da guarda e as outras
duas praças que foram para a outra barráca, mas eu como
estava a chover muito e muito frio metti-me para
dentro de um carro de companhia que ali estava
proximo, ahi passei o resto da noute, batendo os dentes
com o muito frio que fazia. Quando, rompêu a manhã
levantei-me, e dirigi-me para a outra barraca onde
eu dormia levando comigo as mantas que pertenciam,
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No dia 18 de Outubro de 1914. Pertenceu-me a
a fazer um reforço a cavallariça. Como de facto o fiz.
Tinhamos, nós na cavallariça uma barraca de lóna
que tem o nome de barraca de campanha. Na noute
de 18 para 19 foi uma noute medonha com uma grande
tempestade, era uma hora da manhã quando a barráca
começou a querêr largár com a força do vento que fazia.
Um outro camaráda que estava deitado ao pé de
mim; chamou-me: O Alípio vamos compôr a
barráca que se não, daqui a nada estamos todos
molhados. E elle levantou-se e segurou-a com alguns
arames e tornou-se a deitar; Quando por a volta das
quatro horas, tivemos que fugir da dita barráca porque
o vento sempre conseguiu deitá-la a baixo, e chovendo
torrencialmente, Sahiu então o cabo da guarda e as outras
duas praças que foram para a outra barráca, mas eu como
estava a chover muito e muito frio metti-me para
dentro de um carro de companhia que ali estava
proximo, ahi passei o resto da noute, batendo os dentes
com o muito frio que fazia. Quando, rompêu a manhã
levantei-me, e dirigi-me para a outra barraca onde
eu dormia levando comigo as mantas que pertenciam,
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No dia 18 de Outubro de 1914. Pertenceu-me a
fazer um reforço a cavallariça. Como de facto o fiz.
Tinhamos, nós na cavallariça uma barraca de lona
que tem o nome de barraca de campanha. Na noite
de 18 para 19 foi uma noite medonha com uma grande
tempestade, era uma hora da manhã quando a barraca
começou a querer largár com a força do vento que fazia
Um outro camarada que estava deitado ao pé de
mim; chamou-me: O Alípio vamos compôr a
barraca que se não, daqui a nada estamos todos
molhados. E elle levantou-se e segurou-a com alguns
arames e tornou-se a deitar; quando por a volta das
quatro horas, tivemos que fugir da dita barraca porque
o vento sempre conseguiu deita-la a baixo, e chovendo
torrencialmente, Sahiu então o cabo da guarda e as outras
duas praças que foram para a outra barráca, mas eu como
estava a chover muito e muito frio metti-me para
dentro de um carro de companhia que ali estava
próximo, ali passei o resta da noite, batendo os dentes
com muito frio que fazia. Quando, rompeu a manhã
levantei-me, e dirigi-me para a outra barraca onde
eu dormia levando comigo as mantas que pertenciam,
Description
Save description- 50.9023464||2.4934969||||1
Flandres
Location(s)
Story location Flandres
- ID
- 19653 / 243125
- Contributor
- Ana Catarina Casimiro Monteiro
October 18, 1914 – October 19, 1914
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